domingo, 10 de junho de 2012

Texto Didático - Os Recursos Tecnológicos e a Educação Infantil


Os Recursos Tecnológicos e a Educação Infantil
                Desde a promulgação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em 1996, a Educação Infantil vem conquistando a atenção dos gestores e segmentos da sociedade, tendo seu foco voltado à educação das crianças de zero a cinco anos concomitante com os cuidados que era a base de sua existência. Atualmente, as crianças não só freqüentam as Escolas de Educação Infantil para serem cuidadas enquanto seus pais trabalham, mas estão sendo matriculados  com o intuito de  socializarem-se e aprender brincando.

Você conhece uma escola de educação Infantil?
Como você percebe o  currículo de uma Escola de Educação Infantil?
                Se ao ler os questionamentos acima você respondeu que na escola as crianças são apenas cuidadas enquanto seus pais trabalham, que estão na escolinha onde fazem alguns trabalhinhos como colorir desenhos, recortar, brincar de massinha, lamento, sua visão está muito aquém daquilo que acontece em uma escola infantil, que tem claro seu papel no desenvolvimento das crianças.
A Revista crescer aborda o tema com muita clareza, destacando que a Educação Infantil vai muito além da substituição da babá. Confira o artigo “A importância da Educação Infantil”, de Cristiane Rogério e Jeanne Calegari.


A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO INFANTIL - Cristiane Rogerio e Jeanne Callegari


A primeira escola não existe para substituir a babá, para apenas tomar conta dele enquanto você trabalha ou para preparar a melhor Festa Junina da sua vida. A escola de educação infantil vai muito além.
 Ei, você aí: passou do tempo de pensar que criança de 0 a 6 anos não aprende, de fato, na escola, pois “só” brinca.Também não dá mais para achar que é cedo para entender linha pedagógica, diferenciar construtivismo de escola tradicional, saber quem foi Maria Montessori, Jean Piaget ou Rudolf Steiner.Além de descobrir se está perto de casa, quanto custa, como cuida da limpeza, que tipo de alimentação oferece e se trata seu filho com carinho, é hora de identificar como essa escola vai educá-lo. Pois ele aprende desde que nasce que a escola é o ambiente social mais importante depois da família.
Educação infantil pode ser mais importante do que o curso superior? Sim. É quando a criança experimenta o prazer pelo aprender e começa a gostar dela (ou não). A escola aguça a curiosidade da criança e diz a ela “olha que interessante é a vida!”.
Está se achando neurótico por já imaginar vestibular, faculdade e carreira profissional? Não se martirize. O futuro começa agora e por isso é hora de decidir se vai priorizar uma formação humanista em que se preza a criação de um ser crítico e capaz de tomar decisões ou optar por um perfil mais pragmático, em que o foco é o conteúdo, voltado para o vestibular e o êxito profissional. Ou tudo isso junto se for possível. Ou equilibrar. 

Escolinha


Por essas e outras, chamar de “escolinha” soa pejorativo. O termo não existe à toa. A sociedade demorou a entender que infância é um período importante e as crianças são diferentes em determinadas idades. Para ter uma idéia, faz somente dez anos que o Ministério da Educação — com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases — reconheceu a educação infantil como parte da educação básica de qualquer brasileiro. Isso reflete no que é oferecido às famílias, pois, entre outras coisas, indica ser fundamental a especialização do educador. Significa que educação infantil tem de ir muito além da “tia”, das recreações, do Dia das Mães ou das canções de Natal. O seu filho precisa estar em um local com profissionais especializados que promovam rotinas baseadas em propostas pedagógicas muito bem fundamentadas.“Escola infantil não vive de improviso e não é um parque de diversões”, diz o educador Marcelo Bueno, coordenador pedagógico da escola Estilo de Aprender. Renata Americano vai além: “É o pedaço mais precioso da vida, porque é quando está se formando a identidade da criança!”.

O período se resume em estar com os outros. “Aprendem a ser e a conviver. É a fase do ‘como’: como eu escovo os dentes, como eu lavo as mãos, como eu seguro o lápis, como eu brinco,como eu corro,como eu pulo. Ou seja: ‘como sou’, ‘como devo ser’ e ‘como faço para ser’”, diz Karina Rizek Lopes, coordenadora da Área de Educação Infantil da Secretaria de Educação Básica do MEC. “Além do desenvolvimento físico da criança, também acontece o psíquico e o do caráter”, afirma Quézia Bombonatto, vice-presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. 
Revista Crescer - acesso em 10/06/2012




                O artigo acima reafirma o elevado valor desta etapa educacional, uma vez que durante esse período da vida é formada a personalidade da criança, determinando fatores que influenciarão no adulto em que se tornará. Celso Antunes (2006) aborda o tema, destacando que, se a ciência afirma que o período que vai da gestação até o sexto ano de vida é o mais importante na organização das bases para as competências e habilidades desenvolvidas ao longo da existência humana, prova-se que a etapa educacional referente a essa faixa etária é imprescindível para o seu desenvolvimento. Todavia, surge a seguinte reflexão:

A Educação Infantil pode realmente contribuir na formação de um cidadão crítico e reflexivo, cognitiva e socialmente?

                Ao respondermos sim à afirmação acima, somos conduzidos a pensar sobre o papel e principalmente a responsabilidade do professor da educação infantil ao planejar e direcionar suas aulas para este fim, a formação de um cidadão crítico e reflexivo cognitiva e socialmente e isso necessariamente passa pela inovação e atualização das práticas pedagógicas.  
                Assista ao vídeo Introdução à Informática e repense sua prática e a forma de como introduzir recursos tecnológicos nas aulas da sua turma de educação infantil.

           
            
Como sugestão assista ainda aos vídeos http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=fsX-slbr_yo#! Projeto com utilização de gravação de áudio
http://www.youtube.com/watch?v=fxefzfOrkOA menina de 2 anos manipulando um ipod

                
Considerando todas as reflexões que fizemos até agora, precisamos repensar, quem são nossos alunos???
                Você respondeu NATIVOS DIGITAIS??? Muito bem. Pois saiba que essa geração, pelos estímulos e meio em que vivem tem outras formas de aprender e desafiam os educadores a desenvolverem uma nova forma de ensinar. Ramon Consenza, em entrevista à Revista Pátio, faz uma reflexão sobre essa geração. Leia com atenção e tire suas conclusões sobre o papel do educador frente a esta geração tão inserida na era digital.
               

Para atender os nativos digitais

Entrevista com RAMON M. COSENZA
Nascidas em uma época na qual as tecnologias digitais fazem parte do cotidiano, as crianças que hoje frequentam as escolas de educação infantil são muito diferentes daquelas de gerações anteriores e desafiam os educadores a interagir com elas. Para ajudar a compreender essa geração, conversamos com o pesquisador Ramon M. Cosenza, médico e doutor em Ciências pela Universidade Federal de Minas Gerais, que atua na área de neurociências, com ênfase em neuroanatomia e neuropsicologia. Coautor do livro Neurociência e educação: como o cérebro aprende (Artmed, 2011), Cosenza explica de que modo o cérebro vem se adaptando às novidades e quais devem ser os limites de utilização das tecnologias. “Os brinquedos tradicionais não só continuam a ser importantes, como também devem ser incentivados”, afirma. Leia a seguir os principais trechos da entrevista, concedida por e-mail.

afirma. Leia a seguir os principais trechos da entrevista, concedida por e-mail.
Quais são as principais diferenças entre o cérebro dos nativos digitais e o dos imigrantes digitais?
É difícil dizer quais as principais diferenças ocorridas nos últimos anos com o advento das tecnologias digitais, mas podemos observar, por exemplo, que é necessário um melhor processamento das informações e da atenção visuais para interagir com os equipamentos eletrônicos, como a televisão e o computador. A coordenação visuomotora também se alterou, pois os jovens manipulam tais aparelhos desde cedo e tornam-se muito hábeis no uso de teclados de computadores e celulares ou joysticks de videogames. A memória operacional, que mantém as informações na consciência enquanto realizamos uma tarefa, parece ter igualmente melhorado, visto que os jovens envolvem-se em tarefas múltiplas com mais facilidade. Portanto, é razoável afirmar que os circuitos cerebrais que lidam com essas habilidades foram modificados e tornaram-se mais eficientes entre os nativos digitais.

Como isso se reflete na maneira de aprender e ensinar?
Os jovens de hoje, acostumados a um mundo repleto de imagens que se modifica constantemente, sentem-se confortáveis quando interagem com conteúdos apresentados dessa forma, enquanto o texto impresso já não tem o mesmo encanto para eles. Contudo, o nosso sistema nervoso continua a funcionar como sempre funcionou, razão pela qual não se modifica essencialmente a maneira de aprender ou ensinar. A aprendizagem ocorre quando se alteram as conexões entre as células nervosas, permitindo uma comunicação mais eficiente em determinados circuitos neuronais. São múltiplas as formas de estimular e promover essas alterações, assim como diferentes são os circuitos envolvidos em cada aprendizagem, mas ela ocorre sempre que formamos e estabilizamos novas sinapses, que são os pontos de contato entre as células nervosas ou neurônios.

As crianças e os jovens de hoje são mais inquietos e necessitam de estímulos diferentes. Como o senhor avalia esse comportamento?
De fato, não só os jovens, mas todos nós, hoje em dia, somos envolvidos e solicitados por um conjunto de artefatos com os quais tendemos a interagir ao mesmo tempo. Os jovens costumam ter mais facilidade com isso, já que o seu cérebro está treinado a essas habilidades desde tenra idade. Como estão no ápice da sua capacidade, têm a impressão de que podem fazer muitas atividades ao mesmo tempo e de forma competente. Na verdade, muitas informações são perdidas ou processadas de maneira superficial, prejudicando a aprendizagem ou a memorização mais duradoura. Por outro lado, como eles se acostumam a mudar com frequência o foco da atenção e a obter novos estímulos rapidamente, tendem a se entediar com textos longos ou exposições como aquelas que são vistas em salas de aula.

A escola terá de se adaptar a essa nova realidade?
A escola, sem dúvida, terá de encarar essa nova realidade e levar em conta esses hábitos e preferências dos alunos em suas estratégias pedagógicas. Apesar disso, é cada vez mais importante informar e orientar os aprendizes para que adquiram hábitos saudáveis de estudo, limitando as fontes de estimulação e mantendo o foco de atenção nos objetivos e conteúdos a serem assimilados. Devem aprender a importância de fazer cada coisa a seu tempo e a estabelecer prioridades. Para que sejam hábeis em outro tipo de processamento, é recomendável estimular o quanto antes o gosto pela leitura, sendo para isso fundamental a contribuição dos pais. Outro aspecto dessa questão é que a escola precisa estar preparada para ensinar seus alunos a selecionar os conteúdos disponíveis no espaço digital, identificando o que é verídico ou essencial e descartando o supérfluo ou incongruente. Eles devem ser capazes de planejar suas ações, de examinar abordagens alternativas e daí tirar conclusões, sem esquecer os aspectos éticos envolvidos. Devem realmente “aprender a aprender” utilizando esses novos recursos. Isso faz parte do que a neuropsicologia chama de funções executivas, as quais precisam ser desenvolvidas e incentivadas no aprendiz.

Deve-se limitar o uso das ferramentas tecnológicas, como computador, internet e jogos eletrônicos?
 Como já disse antes, os jovens, que estão imersos no grande aparato tecnológico desde cedo, estão familiarizados e sentem-se à vontade para obter a informação por meio desses aparelhos eletrônicos, que são, além disso, uma fonte inesgotável de conhecimento. Portanto, seria insensato tentar ignorá-los. Ao contrário, podem e devem ser utilizados, mesmo porque sabemos que os ambientes mais ricos, com maior capacidade de estimulação, levam a cérebros com maior abundância de conexões e com maior capacidade de processamento das informações. Também devemos levar em conta que o nosso cérebro é um dispositivo biológico que foi desenvolvido, ao longo da evolução animal, para interagir com o ambiente de modo a permitir a preservação do indivíduo e a continuidade da espécie. Portanto, nosso cérebro está sempre disposto a apreender do ambiente os estímulos que ele julga significativos, pois isso pode ser importante para a sobrevivência, mas seleciona somente aquilo que lhe parece significativo ou agradável.

Como a escola pode usar essa informação para potencializar as aprendizagens?
Se quisermos ensinar novos conteúdos, habilidades ou informações, teremos de ajudar o cérebro a reconhecer que eles são importantes ou agradáveis e que se inserem no contexto do que já é conhecido. Então, faz sentido utilizar os instrumentos que integram o universo em que os jovens estão inseridos. Por outro lado, existe o risco de uma dependência desse universo eletrônico. Dados dos Estados Unidos revelam que os jovens chegam a ficar quase 10 horas por dia interagindo com esses aparelhos. É evidente que isso rouba tempo dos estudos, do convívio social face a face, da interação com a natureza e promove uma tendência à obesidade. Portanto, é bom que se imponham limites à utilização da parafernália digital.

Como e a partir de que idade isso deve ser feito?
A partir dos 2 anos, recomenda-se o uso limitado e supervisionado de televisores, videogames, DVDs, computadores e outros aparelhos eletrônicos. Eles podem ser de utilidade para auxiliar no desenvolvimento das crianças, especialmente se os pais discutem e comentam com os filhos o conteúdo a que são expostos nesses artefatos. Recomenda-se, inclusive, que as escolas passem a incluir tópicos de educação para a mídia em seus programas. No entanto, atividades alternativas, como a interação social, o exercício físico e as atividades ao ar livre, sempre devem ser incentivados.

Quais são os benefícios que o mundo digital oferece às crianças pequenas, tomando como referência as recentes descobertas das neurociências com relação à plasticidade cerebral?
Hoje sabemos que nosso sistema nervoso é extremamente plástico e altera as conexões entre as suas células à medida que recebe estímulos do exterior ou do interior do organismo. Essa plasticidade perdura por toda a vida, mas é particularmente notável nos primeiro anos. As pesquisas nessa área têm mostrado que um ambiente enriquecido promove o desenvolvimento adequado de nossos cérebros, enquanto o isolamento leva a problemas em diversas áreas do seu funcionamento. Contudo, existe um nível satisfatório de estimulação, e mais do que isso não é necessariamente, melhor.

As tecnologias digitais estariam superestimulando as crianças?
As crianças pequenas estão em uma fase do seu desenvolvimento na qual o mais importante são as estimulações sociais, proporcionadas sobretudo pelos pais e por outros cuidadores. A Academia Americana de Pediatria sugere que, até os 2 anos, evite-se que as crianças assistam à televisão e, a partir dessa idade, que a exposição não seja maior do que duas horas diárias. Ela recomenda que os televisores sejam removidos dos quartos de dormir e que os pais promovam outras atividades que estimulem o desenvolvimento cerebral, como conversar, brincar, cantar e ler juntos. Para elaborar suas recomendações, essa instituição baseou-se em pesquisas que sugerem que a exposição excessiva a televisores e videogames pode ocasionar problemas com a atenção e o sono, além de levar a um atraso no desenvolvimento da linguagem.
Em sua opinião, os brinquedos tradicionais podem ser substituídos pelos tecnológicos ou continuarão tendo um papel importante na formação humana?
 Os brinquedos têm um papel fundamental no desenvolvimento físico e mental das crianças. Aliás, sempre é bom lembrar que o corpo e a mente não devem ser dissociados. A interação com os aparelhos digitais é muito eficiente em termos de estimulação do sistema nervoso e pode ajudar no desenvolvimento de várias capacidades e funções, mas tende a levar a certa imobilidade, que sem dúvida é prejudicial. Os brinquedos tradicionais não só continuam a ser importantes, como também devem ser incentivados, exatamente porque há uma tendência a exagerar na quantidade de tempo que os jovens passam interagindo com aparelhos eletrônicos.

O que a neurociência nos diz sobre a importância da interação social?
A neurociência moderna veio mostrar que existe em nosso cérebro um conjunto de estruturas e circuitos voltados ao controle da interação social. Como somos uma espécie essencialmente social, esse fato não deve causar espanto. Ocorre que tais estruturas e circuitos só se desenvolvem na criança à medida que ela vai interagindo com outras pessoas ao longo do seu desenvolvimento. Começa ainda no bebê, com o reconhecimento da face humana, e vai progredindo, com a identificação da linguagem facial e corporal, com a descoberta do outro e de que esse outro tem intenções e pensamentos semelhantes ao nosso, etc. Além disso, vão sendo aprendidas as emoções sociais (embaraço, ciúme, culpa) e as habilidades para lidar adequadamente com elas no convívio social, um desenvolvimento que só se completa no final da adolescência. Todas essas capacidades, no entanto, só podem ser aprendidas no convívio com outras pessoas, e a ausência do seu desenvolvimento pode gerar dificuldades, como incapacidade de empatia, tendência à violência e comportamento antissocial.

O mundo atual está proporcionando esse desenvolvimento?
No mundo moderno, é comum que pais e mães trabalhem fora, restringindo o tempo de convívio com os filhos. Além disso, os espaços públicos costumam ser perigosos e inadequados para a convivência com outras crianças. Nossos jovens são empurrados a interagir com instrumentos eletrônicos durante um tempo muito além do desejável e em detrimento das interações presenciais, que são indispensáveis para um desenvolvimento saudável. Ao longo das gerações, nós nos acostumamos a pensar que as habilidades sociais desenvolvem-se “naturalmente”, porque o ambiente natural propiciava o seu desenvolvimento, já que esse ambiente era muito semelhante àquele de que o cérebro das crianças sempre dispunha ao longo de toda a evolução de nossa espécie durante milhares de anos. No mundo de hoje, o ambiente modificou-se a tal ponto que precisamos prestar atenção a esses aspectos, providenciando para que as crianças tenham os estímulos adequados para desenvolver o seu “cérebro social”. 
Créditos da imagem:

Foto: arquivo pessoal do entrevistado

           No decorrer deste texto, refletimos sobre a educação infantil,as mudanças 
as mudanças da visão sobre este nível de ensino na atualidade e o perfil do
aluno. Agora, professor, chegou a sua vez de colocar em prática suas reflexões 
e desenvolver uma aula para este “novo aluno” que diariamente chega à nossa 
sala de aula impregnado de tecnologias. Que tal utilizar como recurso o
aparelho de celular tão familiar a todos? Escolha uma função e desenvolva a
sua aula. Como complemento segue sugestões de links para donwload de
programas para edição de imagens, vídeos e áudio. Conheça um pouco de
cada e faça a escolha conforme a realidade de sua escola
            

http://sabercss.com/index.php?option=com_content&view=article&id=134&Itemid=159 – Link para baixar o programa – GIMP – edição de fotografias e apostilas
http://www.youtube.com/watch?v=vhjMEeRmTbI – tutorial de utilização do GIMP – edição de fotografias
http://www.baixaki.com.br/download/audacity.htm - Link para baixar AUDACITY – editor de som

http://www.slideshare.net/btrautwein/tutorial-movie-maker-bsico - tutorial para utilização do Windows Movie Maker
              
                      Professor, estes tutoriais são apenas algumas sugestões para você iniciar seu trabalho. Após realizar sua escolha desenvolva as atividades com sua turma de educação infantil e deixe aqui neste blog seu relato de experiência. Bom trabalho.
  


           

           
  

Informática na Educação

terça-feira, 1 de maio de 2012


textos sobre as mídias na educação


EDUCAÇÃO INFANTIL, TECNOLOGIA E CULTURA


Maria da Assunção Folque ( professora do Departamento de Pedagogia e Educação da Universidade de Évora – Portugal )
    Entendendo a escola como um espaço de criação de cultura, esta deve incorporar os produtos culturais e as práticas sociais mais avançadas da sociedade em que nos encontramos. Espera-se, assim, da escola uma importante contribuição no sentido de ajudar as crianças e os jovens a viver em um ambiente cada vez mais “automatizado”, através do uso da eletrônica e das telecomunicações. Essa perspectiva não é incompatível  com a busca por uma escola que seja um espaço de humanidade  e de encontro pessoal, construindo “humanidades mútuas de alunos, envolvidos conjuntamente  na  resolução de problemas, na contribuição de todos para o processo de educação mútua” (Bruner, 1996, p.15).O horizonte de uma criança, hoje em dia, ultrapassa claramente o limite físico da sua escola, da sua cidade ou do seu país, quer se trate do horizonte cultural, social, pessoal ou profissional. 

As tecnologias como ferramentas a serviço de Atividades culturais.

Antes de considerarmos os aplicativos tecnológicos como um recurso educativo, é importante olharmos para eles como ferramentas que foram concebidas para responder a uma determinada função na sociedade em que vivemos. É em relação a essa função que devemos primeiramente  avaliá-las, questionando para que servem e em que medida serão as melhores ferramentas disponíveis para cumprir determinada função.
A funcionalidade das ferramentas tecnológicas insere-se no âmbito de uma atividade humana. Toda  atividade humana é orientada para um motivo e incorpora um conjunto de ações e operações realizadas pelos sujeitos envolvidos no motivo da atividade. É no contexto desse âmbito significativo de uma atividade (por exemplo,  fazer um livro) que utilizamos determinadas ferramentas tecnológicas (por exemplo, processador de textos, editor de imagens) e assim nos apropriamos de suas potencialidades. Muitas vezes, na escola, as ferramentas surgem como o centro do processo educativo, e não como subsidiárias da atividade cultural significativa, perdendo todo o alcance da atividade humana. Uma reflexão sobre a funcionalidade das tecnologias pode ajudar as crianças e educadores a considerar um espectro mais alargado de potencialidades que as tecnologias oferecem. As ferramentas tecnológicas , entre outras razões, são utilizadas para registrar e reproduzir dados; acessar  e recolher informações; organizar, produzir e divulgar informações; criar, expressar comunicar e cooperar; colaborar, brincar e jogar, etc. Todas essas funcionalidades devem ser exploradas no processo de aprendizagem, mas sempre em estreita relação com a atividade humana que lhes dá sentido.
(FOLQUE; Maria da Assunção, Educação Infantil, Tecnologia e Cultura. Revista Pátio:educação infantil, n. 28, pág. 08-10, Jul/Set. 2011 


O PAPEL DO EDUCADOR

Maria da Assunção Folque
Em uma sociedade tecnológica, o educador assume um papel fundamental como mediador das  aprendizagens, sobretudo como modelo que é para os mais novos, adotando determinados comportamentos e atitudes em face das tecnologias. Por outro lado, perante os produtos tecnológicos, o educador deverá assumir-se com conhecimento e critério, analisando cuidadosamente os materiais que coloca a disposição das crianças.
Sabemos que a qualidade de alguns programas educativos significa um retrocesso em termos de conhecimento pedagógico ao reproduzir materiais de estímulo-resposta, não permitindo que a criança encontre respostas diversas nem qualquer espaço para a criação. Esses materiais, atraentes no aspecto gráfico e nos estímulos sonoros ou de movimento que gratificam a resposta certa, promovem uma aprendizagem passiva desprovida de sentido para a criança.
No entanto, também sabemos que, se a forma como os materiais estão estruturados pode determinar inicialmente o tipo de atividade em que a criança se envolve, é sobretudo a forma como esses materiais são utilizados que pode permitir ou não experiências mais ricas. E aqui uma vez mais se realça o papel do educador como animador de processos de exploração e utilização dos materiais de referência significativa para as crianças.
Não são as tecnologias que vêm transformar a pedagogia. Os materiais, por si só, não ensinam. As aprendizagens implicam organizações inteligentes – processos significativos, interativos, de ajuda mútua e recursos diversificados de acesso aos saberes.

  • Para saber mais:
(FOLQUE; Maria da Assunção: Educação Infantil, Tecnologia e Cultura. Revista Pátio:educação infantil, n. 28, pág. 08-10, Jul/Set. 2011 
TUTORIAIS  PARA UTILIZAÇÃO DE SOFTWARES e GLOSSÁRIO



TUTORIAL DO MOVIE MAKER
O Movie Maker é uma ferramenta do Windows que proporciona a criação de filmes com a utilização de fotos e vídeos, que poderão ser produzidos por seus alunos. No link abaixo, um tutorial passo a passo para a sua utilização. http://www.youtube.com/watch?v=UYt24cLRBLo 




TUTORIAL POWER POINT
O Power Point é uma ferramenta do Windows para criação de apresentação de slides. No link abaixo, um tutorial para sua utilização:http://www.youtube.com/watch?v=gHy-KQpsKv8




SLIDESHARE 

   O slideshare é um site que publica gratuitamente suas produções em power point, para que você possa  postar em seu blog. Acesse este link e aprenda como fazer.
http://www.slideshare.net/jprsantos/tutorial-slideshare-partilhe-as-suas-apresentaes




A LINGUAGEM DAS MÍDIAS
           O Mundo Digital, assim como  todas as áreas, tem um vocabulário próprio. Inserir-se neste mundo requer conhecer sua linguagem e algumas ferramentas deste espaço.
           Neste Post, faremos um pequeno glossário do mundo digital:

EQUIPAMENTO PARA REPRODUÇÃO DE COMPACT DISC (CD’s)  DE ÁUDIO

FORMATO DE ARQUIVO DE VÍDEO
SOFTWARE DE AUTORIA, É UMA PÁGINAS NA INTERNET UTILIZADA PARA POSTAGENS, COM POSSIBILIDADE DE COMENTÁRIOS DE LEITORES


EQUIPAMENTO UTILIZADO PARA REGISTRO DE IMAGENS FOTOGRÁFICAS DIGITAIS

MÁQUINA CAPAZ DE VARIADOS TIPOS DE TRATAMENTO AUTOMÁTICO DE INFORMAÇÕES OU PROCESSAMENTO DE DADOS

FERRAMENTA DO WINDOWS UTILIZADA PARA ELABORAÇÃO DE PLANILHAS E GRÁFICOS

TERMO USADO PARA FAZER REFERÊNCIA A DETALHES ESPECÍFICOS DE UMA DADA MÁQUINA, INCLUINDO-SE SEU PROJETO LÓGICO PORMENORIZADO BEM COMO A TECNOLOGIA DE EMBALAGEM DA MÁQUINA.

UM CONGLOMERADO DE REDES EM ESCALA MUNDIAL DE MILHÕES DE COMPUTADORES INTERLIGADOS 
EXTENSÃO DE ARQUIVO DE IMAGEM FOTOGRÁFICA

QUALQUER MEIO OU EQUIPAMENTO DIGITAL UTILIZADO PARA CRIAR, EXPLORAR, FINALIZAR OU DAR CONTINUIDADE A UM PROJETO QUE TEM COMO SUPORTE A INTERNET, COMUNICAÇÃO ONLINE OU OFFLINE, PRODUÇÕES GRÁFICAS, VIDEOGAMES, CONTEÚDOS AUDIOVISUAIS, ETC

FERRAMENTA DO WINDOWS QUE PROPORCIONA A CRIAÇÃO DE FILMES COM A UTILIZAÇÃO DE FOTOS E VÍDEOS


PADRÃO DE ARQUIVOS DIGITAIS PARA ÁUDIO. COMPACTA ARQUIVOS EXCLUINDO SONS POUCO PERCEPTÍVEIS AO OUVIDO HUMANO

FERRAMENTA DO WINDOWS PARA ELABORAÇÃO DE SLIDES;

PÁGINA DA INTERNET QUE PUBLICA GRATUITAMENTE APRESENTAÇÕES DE SLIDES

SUPORTE LÓGICO É UMA SEQUÊNCIA DE INSTRUÇÕES A SEREM SEGUIDAS E/OU EXECUTADAS, NA MANIPULAÇÃO, REDIRECIONAMENTO OU MODIFICAÇÃO DE UM DADO/INFORMAÇÃO OU ACONTECIMENTO
METODOLOGIA QUE UTILIZA AS INFORMAÇÕES DA INTERNET PARA DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS


FERRAMENTA DO WINDOWS UTILIZADA PARA A PRODUÇÃO DE TEXTOS



LINKS DE PUBLICAÇÕES SOBRE CIBERCULTURA


Nativos digitais ou cidadãos digitais?




" ...Frequentemente escuto os adultos de hoje descrevendo os jovens como “nativos digitais”, em geral num tom de resignação e aceitação. “Eles estão tão mais avançados do que nós, que não podemos alcançá-los para oferecer ajuda”, é a mensagem comum que ouço.
Minha reação é: “Alto lá, Lalá”, porque pra mim esse modo de pensar sugere que se abdique da responsabilidade adulta. Sim, a maioria dos jovens sabe mais do que os adultos, porque a rápida mudança da tecnologia moderna é estranha a nós, muito diferente do mundo em que crescemos. Porém, ser um “nativo digital” não é a mesma coisa que ser um “cidadão digital”. Os jovens sempre precisam de orientação ética e a segurança de normas e limites. Isso é mais verdade ainda agora, porque a tecnologia hoje tem um poder sem precedentes de causar danos, como nós temos visto nos casos documentados de assédio e cyberbullying." (Merrow, 2012)


Neste artigo o autor destaca a importância da intervenção e do papel do educador no trabalho com os Nativos Digitais, a partir de análise de práticas e sugestões de atividades, o autor conclui seu artigo:

..." Esses jovens irão aprender (ou reforçar) habilidades do mundo real que irão ajudá-los uma vez que estejam foram da escola. Eles estão trabalhando junto, reunindo, assimilando e analisando dados, eles estão aprendendo como apresentar o que eles estão aprendendo, e assim por diante. Esse é um caminho em muito diferente, em 180 graus, da “educação regurgitação” que é a marca de muitas de nossas escolas.
E aqui estão os dois benefícios finais: o tempo gasto fazendo projetos como esses (e existem muitas outras ideias) é um tempo que eles não usarão jogando games ou outra forma de consumo da tecnologia. E por estarem usando a tecnologia para criar e estarem aproveitando os frutos de seu trabalho, eles serão, acredito, menos propensos a usar os poderes da tecnologia negativamente. Fortalecendo seu próprio senso de si, eles sentirão menos necessidade de ameaçar ou cyberrameaçar os outros.
A tecnologia não é isenta de valores. Nós temos escolhas a fazer, pessoal." (Merrow, 2012)



                                                                                                  José Armando Valente
O uso da internet e das redes sociais tem sido motivos de mudanças de comportamentos sociais e culturais. Em artigo publicado na Revista Pátio, o Professor e pesquisador José Armando Valente , investiga sobre as mudanças nas estruturas cerebrais causados pelo uso da internet. Vale a pena Conferir: